Balule

Nature Reserve...

Balule

Nature Reserve...

Sawana, 25 de julho de 2019.

Depois do tour por Johanesburgo, dormi em um hotel próximo ao aeroporto e logo cedo fui ao encontro de Rhianon, no terminal rodoviário. Saímos no horário marcado. E, apesar das oito horas de viagem, o ônibus era bastante confortável, a estrada, ótima, e o motorista, muito simpático. Tico (com som de Chico) adorava conversar durante as paradas. Queria saber como falávamos alguns termos em português do Brasil.

 

Contudo, é na última parada em que se inicia a aventura. Recebemos a informação de que o trecho final na rodovia seria em um posto de conveniência e dali pegaríamos um outro transporte até Balule – onde fica o acampamento dos primeiros sete dias. 

 

Na descida do ônibus, já foi possível avistar as imponentes caminhonetes. E assim

fomos, dez pessoas, cinco de cada lado, na caçamba dos veículos, adaptada com

estreitos bancos.

A 60 km/h, em uma longa e larga estrada de terra, saboreei rapidamente as sensações de descoberta. Isso até avistar as gigantes e controladas barreiras de portões associadas às extensas cercas elétricas que indicavam a propriedade privada. Tentando enxergar o lado bom desse fato, resolvi, então, pensar que aquele local garantiria a vida de um grande número de espécies caso houvesse um próximo dilúvio.

Após 20 minutos, já dentro da reserva, o veículo diminuiu a velocidade e, quando menos esperávamos, uma cabeça em um pescoço gigante resolve se revelar. A menos de 2 metros do veículo, uma girafa iniciava a sua saída entre as árvores. As cores do macho evidentemente facilitavam a sua camuflagem. Seus movimentos, inicialmente lentos e seu olhar atento eram uma estratégia para analisar os encantados novatos. Foi então que em duas passadas ele se distanciou consideravelmente. A chegada no acampamento também foi uma empolgação. Javalis, babuínos e outras espécies de primatas ladrões fazem a diversão de todos e, sem dúvida, aumentam as expectativas.

Divido o chalé com mais duas pessoas que conheci durante a viagem. A cama é confortável, a água do chuveiro é quente, mas as noites, muito longas e frias. As regras são claras: às 21h30, todos devem estar dormindo, pois às 6h tomamos o café e às 6h30 estaremos na savana.

O jantar, assim como o almoço, é à base de carboidrato e muito curry. Aqui, não se tem opção. Você come o que tem e a quantidade que colocam no seu prato. Confesso que a comida é exótica. Por fim, um grupo por dia é responsável pela limpeza da louça.

 

Das 13h às 13h30, após o almoço, temos acesso a um espaço, tipo um mercadinho. Nele, você pode comprar doces, refrigerantes, sucos enlatados e água. É a união do útil ao agradável. De um lado, estão os consumidores privados da fartura de São Paulo e, do outro, o único vendedor local. Eles nos oferecem o que sentimos falta e nós pagamos o preço. Ah, água abençoada! Nunca mais desprezo você. Não consegui me acostumar com a alcalina disponível. 

 

O clima na savana é seco. Durante o dia, temos 32º e, à noite, 1º. Assim, é necessário consumir muita água. Sem exceção, todos tiveram os lábios rachados. A pele de alguns sofreu descamação e manchas de frio.

 

Todas as manhãs sinto os efeitos físicos de tantas mudanças. Após a primeira hora de passeio, tiro as luvas, a touca e a primeira blusa. A cada trinta minutos, subsequentes, outros excessos de roupas vão sendo retirados. À tarde, o processo é inverso: a partir das 15h, a primeira peça de roupa é colocada e a cada 30 minutos vamos colocando o restante.

Durante uma expedição, você tem uma programação a seguir. Todos os dias tínhamos aulas, discussões, atividades em grupo, coleta de dados e o que mais gostávamos de fazer: observar animais.

 

Para avistar animais, é preciso  treinar sua visão. As cores e manchas em seus corpos são próprias para a camuflagem. O binóculo ajuda bastante na identificação. Contudo, o que realmente faz toda a diferença é o silêncio. Seus sentidos são extremamente apurados, qualquer ruído resulta em atitudes de presa ou predador.

 

Vimos hienas, guepardos, leões, zebras, chacal, cachorro-do-mato, hipopótamos, elefantes, pequenos mamíferos e répteis, como o crocodilo.

 

Detalhar todas as experiências, fotos e vídeos, estragaria as percepções dos futuros visitantes. Sendo assim, finalizo minhas observações sobre Balule com algumas imagens dos animais que conseguimos facilmente registrar.

Unidade Olavo Bilac 

Berçário, Educação Infantil e
1ºano do Ensino Fundamental
(11) 5522-1555
olavo@colegiomagno.com.br 
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Unidade Campo Belo

Educação Infantil e 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental 
(11) 5041-2566  (11) 5532-1741 
cbelo@colegiomagno.com.br 
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Unidade Sócrates 

Ensino Fundamental e
Ensino Médio 
(11) 5685-1300 
magno@colegiomagno.com.br 
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