O caminho da lama...

Alunos relembram visita a Paracatu de Baixo, cidade transformada em ruínas após desastre em Mariana

Era 2016. As turmas do 8º Ano saíram de São Paulo em direção a Paracatu de Baixo. A comunidade mineira foi destruída pela lama da barragem de Fundão, em Mariana, que se rompeu um ano antes, lançando dejetos e destruindo o que encontrou pela frente, por cerca de 600km.  

 

Três anos depois e diante de uma nova e ainda maior tragédia também em Minas Gerais, com centenas de mortos, agora em Brumadinho, os estudantes que estiveram em Paracatu se reuniram para relembrar a experiência. A conversa com alunos que atualmente estão no 8º Ano foi marcada por lembranças, que não se apagaram da memória de quem viu de perto os estragos causados pela lama. “Todo mundo que esteve lá se emocionou de alguma forma”, conta a aluna Rafaela Mendonça.

 

O Estudo Vivo é uma atividade que leva turmas do 8º Ano para uma viagem pelas Cidades Históricas de Minas Gerais e ganhou um caráter diferenciado naquele ano. O objetivo era acompanhar o impacto que o desastre causou ao meio ambiente e, mais que isso, conversar com as famílias que viviam na região.

 

Em meio às muitas lembranças, uma escola em ruínas foi parada obrigatória para os estudantes. Alí eles tentavam transformar sentimento em palavras. Estavam confrontados pela tragédia, que mesmo algum tempo depois, ainda revelava sua face mais cruel: recordações em forma de objetos, que vieram à tona após a lama baixar, como livros e anotações deixadas para trás.

 

“Eles estavam sem palavras. Todos estávamos, na verdade. Foi muito difícil ver tudo destruído. A lama, em alguns pontos, chegou a um altura de dois metros. Casas ficaram submersas, a igreja - um patrimônio tombado - ficou destruída. A escola recém construída também. Paracatu tornou-se um vilarejo que sumiu”, relembra Lígia Brull, coordenadora do Fundamental II, que acompanhou a viagem.

 

Diante de tragédias recentes e por conta de riscos de novos rompimentos de barragens,   por questões de segurança, o Estudo Vivo deste ano não será realizado nas Cidades Históricas de Minas Gerais. “Um novo destino ainda será definido. Mas não poderíamos deixar de relembrar o que aconteceu. Essa é uma lição que fica. Fazer com que nossos alunos tenham uma visão solidária do mundo onde vivem e que repensem sobre atitudes, que podem refletir no futuro”, conclui a coordenadora.  

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