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  • lschwantes9

Rap shakespeariano

Anualmente, os alunos da turma freshman, do 9°ano do Ensino Fundamental II, fazem a leitura do clássico de Shakespeare, “Romeu e Julieta”, e fazem sua reencenação. Porém, conforme as turmas mudam, mudam-se os Romeus e as Julietas e mudam-se as reencenações. Este ano, o professor Mr.Cowie decidiu por uma reinterpretação nada usual: um rap feito pelos alunos. Assim,no dia 4 de setembro, o rapper Kivitz deu uma palestra para os alunos do High School para ajudá-los a fazer o rap dos sonetos shakespearianos e trouxe com ele um amigo, o também rapper Nego Bala.

Kivitz é o nome de palco de Victor Jorge Kivitz, de 27 anos, nascido e criado em São Paulo. Com mais de 10 anos buscando seu estilo no gênero musical, Victor lançou, entre diversos singles, 4 EPs entre 2014 e 2017: “Profissão Profeta”, “Casa ≠ Lar”, “Horas Vagas” e um de músicas ao vivo chamado “O rap é meu lugar (live)”. Em 2018, lançou seu primeiro álbum intitulado “Em nome do vento”. Faz diversas apresentações ao vivo com vários artistas e, muitas vezes, com Nego Bala, que foi parceiro na apresentação para os alunos.

Os MC´s começaram a palestra falando sobre a história do movimento hip-hop ,que surge nos final dos anos 70 em meio a um caos social. Os pioneiros dessa nova arte foram os afros e latino-americanos que queriam encerrar as guerras entre gangues e combater essa realidade sangrenta que viviam. Tudo começou na dança com os DJ´s tocando as músicas e os dançarinos. Após alguns anos, surgiria o chamado Mestre de Cerimônia, popularmente conhecido como MC, que iria, a partir das suas palavras, agitar as festas da época com rimas em meio a ritmos remixados pelo DJ, em uma mistura de sons e imagens.

Esse movimento se espalhou pelo mundo inteiro, chegando até São Paulo com o mesmo intuito: o de combater uma realidade vivida por populações que são marginalizadas e esquecidas pelo Estado e pela própria sociedade, tema importante para o aprendizado e repertório cultural dos alunos.

Após introduzirem a história do movimento, deram um espaço para perguntas da turma e uma questão interessante surgiu: os alunos perguntaram ao MC Kivitz se ele sofria preconceito por ser um rapper branco. Ele respondeu que não, porém acrescentou que é comum o estranharem por não se encaixar no estereótipo comum de rapper.

Depois disso, focando na atividade que teria de ser realizada pelos alunos, os artistas buscaram dar dicas para desconstruir a famigerada e principal dificuldade do gênero musical: como combinar o ritmo com as letras do rap. Os MC’s tentaram sempre deixar bem claro para os freshman que, por se tratar de uma arte, não existe uma fórmula ou jeito certo para escrever uma rima. Assim, os alunos terão que sentir como é ter inspiração pura, como Kivitz e Nego Bala e outros artistas que vivem da sua produção no século XXI.


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