Vestibulares

Alunos do Magno seguem na preparação rumo aos vestibulares e ao ENEM 2020 durante a quarentena 

Os alunos da 3ª Série do Ensino Médio seguem na preparação para os vestibulares e para o Exame Nacional do Ensino Médio, que está previsto para acontecer no mês de novembro. Em casa, cumprindo a obrigatoriedade do isolamento social, os estudantes têm uma extensa programação de aulas, lives, atividades e plantões tira-dúvidas, por meio de plataformas on-line e das ferramentas Google Classroom.

 

Recursos como o 3º+, um curso complementar que permite aos estudantes revisar todo o conteúdo do Ensino Médio, no contraturno das aulas, foi adaptado para o meio virtual e também reforça essa preparação. Agora, os encontros para discutir as obras literárias exigidas pelos exames e as aulas dedicadas à produção textual, por exemplo, são on-line.

 

Provocados a responderem a questão: “O Brexit é um reflexo da crise de alteridade contemporânea?”, os alunos prepararam artigos, que revelam conhecimento da conjuntura política internacional e capacidade de apresentar e defender argumentos. (Dois desses textos, assinados pelas alunas Giulia Chammas e Giovanna Leme, serão reproduzidos ao final desta matéria).

 

Acumulando bons resultados ao longo dos anos, com alunos aprovados em universidades públicas e faculdades inovadoras, como Insper, IBMEC, entre outras, além de ocuparem boas posições no ranking de aprovados do ENEM, o trabalho do Magno se destaca por apostar em uma formação permanente, que começa ainda na Educação Infantil. Diante de novos e constantes desafios, a proposta da Escola é sempre ir além de um número de aprovações: é preparar os alunos, desta vez a distância, para alcançarem seus sonhos. 


 

O Brexit é um reflexo da crise de alteridade contemporânea? 

 

Por Giovanna Leme

 

Em uma obra multifacetada, observa-se, de um ângulo, um mapa distorcido e, de outro, uma figura masculina sentada confortavelmente em sua poltrona. A escultura “Anamorphose”, do francês Matthieu Robert-Otis, parece sugerir alegoricamente que a deturpação do panorama de alguns é necessária para a manutenção da zona de conforto de outros. Essa reflexão é pertinente no que tange à opção pelo Brexit. O Reino Unido visa à adoção de uma política econômica protecionista e de enrijecimento do controle das fronteiras, o que leva em consideração apenas aspectos que beneficiam alguns da sociedade britânica. Por esse viés, o Brexit reflete a crise de alteridade contemporânea. 

A União Europeia (UE), criada em 1991, após o Tratado de Maastricht, é um bloco econômico que estabeleceu a livre circulação de pessoas, bens e serviços entre os territórios dos países-membros e visa, assim, garantir a estabilidade econômica dessas nações. A proposta parece promover, entre os países participantes do bloco, o combate à xenofobia, no que tange o aumento do fluxo imigratório, já que possibilita o intercâmbio de pessoas. Entretanto, a intolerância em relação ao outro e suas diferenças mostra-se nítida no movimento de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. Isso ocorre devido aos argumentos usados pelo país para justificar a saída do bloco: a busca pela independência econômica e controle das fronteiras migratórias. Dessa forma, o Brexit pode ser entendido como uma ação de cunho não somente político, como também de identidade nacional, uma vez que a saída do Reino Unido da União Europeia promove, de certa forma, um isolamento social, político e econômico dessa nação em relação ao resto da Europa.

A situação em que se encontra o Reino Unido pode ser explicada pela teoria de ética e alteridade de Emmanuel Lévina. O filósofo afirma que a ética está diretamente interligada à questão da alteridade, uma vez que diz respeito à sensibilidade e responsabilidade gratuita em relação ao outro. Ademais, a teoria também deixa explícita a ordem pela qual a humanidade se desenvolve, sendo a ética anterior à liberdade. Dessa forma, a postura adotada pela sociedade britânica diante do Brexit demonstra, de acordo com a visão de Lévina, uma atitude antiética, visto que indica que a nação não deseja incumbir-se de, por exemplo, ajudar a garantir uma estabilidade econômica de outros países europeus ao participar da UE, ou o bem-estar de imigrantes, ao permitir a flexibilização de suas fronteiras. 

Destarte, pode-se inferir que o Brexit denota a crise de alteridade contemporânea, uma vez que expressa, de certo modo, um sentimento nacionalista, de distanciamento econômico, político e social do Reino Unido em relação a outras nações. Comprova-se, então, a visão metafórica da escultura “Anamorphose”, na qual o triunfo pessoal é alcançado em detrimento de terceiros.  

 

O Brexit é um reflexo da crise de alteridade contemporânea? 

 

Por Giulia Chammas

 

 “Não prestamos para nada se só formos bons para nós próprios”. Voltaire deixa claro que pensar apenas no benefício pessoal, na verdade, não contribui ao bem geral. Essa citação pode ser relacionada à saída do Reino Unido da União Europeia já que, apesar do país apresentar motivações econômicas para optar pela soberania nacional, sua saída é reflexo da crise de alteridade contemporânea.

Observando o panorama histórico da Europa, é possível compreender que o Reino Unido se distanciou de diversas formas em relação aos demais países europeus, tanto é que foi pioneiro na Revolução Industrial. A falta de compreensão dessas diferenças mostra uma crise de alteridade, coroada pelo Brexit. O economista estadunidense, Douglas North, elucida os fatores essenciais para compreender de que forma a Inglaterra diverge da Europa continental em sua obra Structure and Change in Economic History. Principalmente, a diferença geográfica do Reino Unido fez com que ele, desde o século XIV, tivesse preocupações diferentes da França e Espanha, por exemplo, as quais necessitavam ter gastos para defesa de fronteiras, enquanto ele tinha como foco principal questões como desenvolvimento comercial, expansão ultramarítima e consolidação de direitos de propriedade. A distância física entre os países continentais criou certa relação de dependência, possibilitando, inclusive, a criação de uma moeda única, à qual o Reino Unido não se submeteu, já que era afastado, autônomo economicamente e poderia usar isso como estratégia para regular a própria economia. Dessa maneira, a saída inglesa do bloco pode ser vista como um reflexo da crise de alteridade contemporânea, já que não há o entendimento de suas diferenças em relação aos antigos parceiros somado à incapacidade de se relacionar e respeitar esses dentro do bloco econômico. 

Dentre as obrigações como país membro da União Europeia, há a necessidade de contribuição financeira para projetos e programas para todos países da UE. No entanto, os gastos que o bloco tinha com o Reino Unido (€ 6,9 milhões) eram menores do que a contribuição britânica (€ 11,3 milhões), segundo dados da própria UE em 2014, ou seja, não era economicamente viável para o país continuar no bloco. Considerando essa razão, a saída parece ter um caráter protecionista, pois busca encontrar a melhor alternativa econômica para o país, porém, trata-se de uma questão de liberdade para escolher a melhor forma de alocar os recursos, concordando com a formação neoliberal britânica e permitindo relações comerciais com outros países como era com a Austrália antes do ingresso no bloco, que era uma exportadora de carne para os ingleses, e com as obrigações da UE, essa relação teve de ser suspensa, de acordo com Meat & Livestock Australia. Ou seja, está ligada a uma questão de soberania nacional econômica, que é um reflexo da falta de alteridade, já que o Reino Unido não entende que há parceiros menos desenvolvidos no bloco, que são diferentes dele, nem os respeita, sendo até incapaz de manter-se numa parceria que existe desde 1973.

A participação do Reino Unido em um bloco econômico vai contra o princípio do neoliberalismo, base de formação dessa nação. Esse embate está relacionado ao excesso de burocracia que impedia que o país exercesse sua soberania e escolhesse os melhores parceiros comerciais, se restringindo aos países do bloco. Destarte, a saída do país da União Europeia é um reflexo da crise de alteridade contemporânea que faz com que esse busque por um melhor desempenho econômico, sem respeitar as diferenças entre os participantes do bloco. Como Voltaire diz, o Reino Unido, ao pensar em si mesmo, crê que evolui ao retirar-se do bloco, porém, fica claro como esse passa por uma crise de alteridade que pode resultar em malefícios gerais.

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